Voltar...
Toda vez que a tristeza aperta por lembrar da minha avó, eu me recordo do porquê estou voltando para o colo dos meus pais. Por muito tempo achei que não voltaria, que a saída tinha sido definitiva, sem retorno… Mas a vida tem seus jeitos de mostrar que a gente não perde nada ao voltar para onde existe amor.
Lembro da Lari, minha terapeuta, dizendo que ficava feliz com essa decisão, que às vezes é necessário dar um passo para trás para pegar impulso e seguir mais forte pra frente. E hoje essa frase faz todo sentido. Voltar não é retroceder. Voltar é reencontrar raízes, respirar fundo, curar o que ficou, e se preparar para tudo o que ainda vem.
E no meio dessa saudade doce e dolorida da minha avó, encontro acolhimento, encontro motivos… e me encontro também.
Comentários
Postar um comentário