Para todos os romances que não foram...

 Hoje é domingo, e sem muito aviso, me peguei lembrando de você.

Culpa da música What About Us, da Pink. Ela tocou em um vídeo alectório no TikTok, enquanto eu estava na frente do meu computador, e de repente as perguntas não ditas vieram todas juntas, aquelas que ficaram no ar, pairando entre o "foi bom" e o "e se".

Não sei exatamente o que somos hoje.
Talvez nada. Talvez apenas parte de uma memória bonita.
Mas sei o que fomos: um quase que valeu a pena.

E nessa mesma linha, me lembro que nesta semana pensei naquele filme, Para Todos os Garotos que Já Amei. Lara Jean escreve cartas que nunca envia, guarda numa caixa azul-petróleo que herdou da mãe. Uma carta para cada amor. Confissões que não tiveram espaço no tempo certo, mas que, ainda assim, precisavam existir.

E aí me perguntei: deveria eu fazer o mesmo contigo?

Talvez sim.

Não por drama. Nem por saudade.
Mas por carinho. Por ritual.
Por esse clima de fim de faculdade que traz com ele um quê de última chance e primeiras vezes.

Pensei em escrever uma carta e guardar em alguma caixa qualquer, com o seu nome ou um apelido besta da faculdade. E deixar ali, entre coisas antigas, pra ser encontrada daqui a 40 anos numa tarde chuvosa, talvez pelos meus netos curiosos. E que ao lerem, encontrem um pedaço de mim. Da mulher que fui, da menina que ainda sou.

Porque a verdade é que você foi bom.
Não pelo que seríamos, mas pelo que fomos.
Pelo que rimos, pelo jeito como você me olhava quando achava que eu não percebia, pelas conversas no meio do caos, pelos silêncios que não pesavam.

Foi leve. Foi doce.
E às vezes, isso é mais do que suficiente.

Então não vou tentar romantizar o que não foi. Nem me perder nos "e se" que a gente coleciona.
Mas vou guardar, com carinho, esse sentimento que me visita de vez em quando.

Talvez eu escreva essa carta sim.
Talvez guarde.
Ou talvez, só talvez... esse post já seja ela.

Com carinho,
Nicoli

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